março 29, 2014

Lições de Chesterton para quem deseja ser escritor

Chesterton é grande e grandioso. Seu texto empolga, contagia. Sua argumentação irônica faz explodir diante de nós os paradoxos do mundo que construímos — quanta loucura somos capazes de aceitar!

Ele pode também ser um bom professor, daqueles raros, cujas lições extrapolam o medíocre livro didático. Conselhos só aproveitáveis, entretanto, aos dispostos a ler e reler.

Acompanhem esta aula para quem deseja ser escritor. Os conselhos servem a todos, ainda que o tema se restrinja a histórias de detetives. Uma das melhores lições, por exemplo, é endereçada aos que “têm a estranha noção de que é tarefa deles confundir o leitor; e de que, contanto que o confundam, não importa se o desapontam” — prática que se tornou um vício na literatura contemporânea brasileira.





2 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Sim, isso de complicar é que complica. hehe
Tentam fazer o tal do "enigma", que nem naquele poema do Carlos Drummond de Andrade.
Eu também acho que a escrita tem de ser clara, e o mais normativa possível, sem que atrapalhe as variações dialetais, e a criatividade como nas onomatopeias e gírias.

Paulo disse...

Li este ensaio recentemente. Aliás, todos os ensaios do livro O Tempero da Vida têm algo de genial. São divertidos e sagazes, como também Max Beerbohm. Recomendo, entretanto, ler o conto O Estrela de Prata, de Conan Doyle, para melhor apreciação deste ensaio.