O magnífico e corajoso artigo do escritor Antonio Muñoz Molina, publicado na edição de ontem do Babelia, é um verdadeiro repto. Depois de uma semana sem ler, afastado dos meus prazeres por uma cirurgia que me deixará de cama por cerca de um mês, o artigo de Muñoz Molina produz efeitos semelhantes aos de uma exitosa antibioterapia. Deveria ser inoculado nos intelectuais brasileiros que silenciam diante das atrocidades cometidas pelo regime cubano e pactuam com os discursos insultuosos de Lula. Discursos, aliás, que, repletos de ironia vulgar, não passam de exemplos da pior logorreia.
"Yo pensaba que ser de izquierdas era estar a favor de la igualdad justiciera de los seres humanos, del derecho de cada uno a vivir soberanamente su vida. No imaginaba que duraría tanto la costumbre estalinista de injuriar a los perseguidos y a los asesinados." (Antonio Muñoz Molina)
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março 14, 2010
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