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dezembro 20, 2013
Vejamos o Verbo
De
todas as mensagens de Natal que tenho recebido, a do ilustrador, cartunista e
autor de HQs João Spacca foi a que mais me emocionou. Com a inestimável ajuda
do Padre Antônio Vieira, Spacca sintetiza o mistério e a novidade do Natal. O
Verbo que se deixa ver ressurge no verbo desse orador sacro que repudiava a
retórica vazia e pomposa, típica da literatura brasileira. O Verbo do Deus cujo
dizer é fazer renasce, graças ao traço de Spacca, na “designação precisa e
inconfundível das coisas” do estilo de Vieira, como bem o definiu Amadeu Amaral.
Deixo vocês com as imagens e desejo a todos um Santo Natal.
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outubro 15, 2013
Sobriedade e sutileza – Amadeu Amaral e “A pulseira de ferro”
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| Amadeu Amaral por Fábio Abreu |
Amadeu Amaral permanece indispensável à cultura brasileira graças a O dialeto caipira — estudo pioneiro sobre as características da linguagem no interior do Estado de São Paulo —, à permanente campanha em defesa do folclore, cujas pesquisas nos permitiriam alcançar o que ele chamava de “conhecimento exato da nossa gente”, e aos insights das análises literárias reunidas em O elogio da mediocridade, incluindo o ensaio que dá título ao livro, deliciosa peça de ironia sobre o papel do crítico e dos escritores. Poeta menor, deixou uma novela exemplar, A pulseira de ferro, presente no volume “Novela e conto” de suas Obras completas — publicadas por causa do empenho de Paulo Duarte, intelectual paulista injustamente esquecido.
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Crítica literária
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