Prefiro não
imaginar o que Alexis de Tocqueville diria se conhecesse a atual literatura
brasileira.
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maio 25, 2013
Alexis de Tocqueville, literatura e democracia
“By and large the literature of a democracy will never
exhibit the order, regularity, skill, and art characteristic of aristocratic
literature; formal qualities will be neglected or actually despised. The style
will often be strange, incorrect, overburdened, and loose, and almost always
strong and bold. Writers will be more anxious to work quickly than to perfect
details. Short works will be commoner than long books, wit than erudition,
imagination than depth. There will be a rude and untutored vigor of thought
with great variety and singular fecundity. Authors will strive to astonish more
than to please, and to stir passions rather than to charm taste.” (em Democracy in America)
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março 24, 2011
“Uma democracia pura não é outra coisa senão um populacho”
Há poucos dias, em Sibila, publiquei minha análise do Viagem aos Estados Unidos, de Alexis de Tocqueville. Vejam um trecho:
Na cidade de Baltimore, encontra-se com Charles Carroll, último sobrevivente dos signatários da Declaração da Independência, que lhe diz, sem meias palavras: “A mere democracy is but a mob” (“Uma democracia pura não é outra coisa senão um populacho”). Se, a princípio, Tocqueville mantém-se dúbio diante dessa afirmativa, ela certamente o instigou, contribuindo para as geniais conclusões de A democracia na América, entre elas, a de que governos centralizadores e democracias radicais, que oprimem as minorias discordantes, causam o mesmo tipo de mal:
Não há [...] na terra autoridade tão respeitável por si mesma nem revestida de um direito tão sagrado que eu desejasse deixar agir sem controle e dominar sem obstáculos. Quando, portanto, vejo dar o direito e a faculdade de fazer tudo a uma potência qualquer, quer se chame povo ou rei, democracia ou aristocracia, quer se exerça numa monarquia, quer numa república, então digo: aí está o germe da tirania, e procuro ir viver sob outras leis.
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