“Sua mera
existência [da Igreja Católica] como ‘metarrelato’, como visão densa do mundo, que utiliza ainda um
conceito forte de verdade objetiva, resulta
intolerável numa atmosfera intelectual presidida pelo pensamento débil, pela
desconstrução pós-moderna, pela ‘ditadura do relativismo’ e pela convicção de
que a crença em absolutos é sinônimo de fundamentalismo e intolerância.”
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abril 28, 2012
A ditadura do pensamento débil e a Igreja
abril 16, 2012
A reconquista da alegria
Pensamentos de
Bento XVI extraídos do excelente artigo de Andrea Monda, “Un Papa raro: con ‘sentido del humor’”:
“Toda a minha
vida está atravessada sempre por um fio condutor que é o seguinte: o
cristianismo da alegria alarga os horizontes.”
“Se hoje a
humildade foi desacreditada como virtude, não será de todo supérfluo observar
que esse descrédito coincide com a grande regressão da alegria na literatura e
na filosofia contemporâneas.”
“O elemento
constitutivo do cristianismo é a alegria. Alegria não no sentido de uma
diversão superficial, cujo fundo pode ser também a desesperação.”
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setembro 08, 2011
A bondade é mais interessante que a maldade
Uma frase da
escritora Anne Rice, publicada por certo amigo no Facebook, revela, de maneira
indireta, qual o senso comum destes dias, inclusive entre escritores. Para
Rice, “é triste que não possamos fazer a bondade ser tão interessante quanto a
maldade”. A autora, conhecida por suas tramas de vampirismo – e que teria voltado
à Igreja Católica em 1998 –, mostra-se melancólica em relação ao fato de a
temática do bem não produzir tantos adeptos quanto a literatura que narra o
mal. Teríamos nos acostumado à maldade? E estaríamos realmente impedidos de transformar
a bondade num tema capaz de despertar interesse?
Esse é o
problema da rápida reflexão de Anne Rice: ela só exprime o senso comum. Pois, como
respondi a meu amigo, a bondade é mais interessante que a
maldade. A verdade parece ser o contrário apenas porque somos massacrados – do
noticiário à literatura – por todas as formas de mal, dia após dia. Nossa
cultura niilista, devota do pessimismo, insiste em nos apresentar o mal como a regra
de todos os homens – e exatamente por esse motivo nada, absolutamente nada,
pode ser mais entediante do que a maldade.
Se o homem
contemporâneo é descrito por muitos como a figura do egoísmo, do vazio e da
frivolidade, se a vilania tornou-se vitoriosa na ficção, em parte da poesia e,
se acreditarmos no que diz a mídia, também na realidade, isto se deve ao
cinismo que a cultura erudita do século XX elevou à categoria de deus. Mas se
dermos ao homem enfadado pela maldade um só gesto, uma só página de bondade, ele
se sentirá renovado, quando não desorientado, pois a bondade – neste mundo que aparentemente
cultua o mal – inquieta, perturba, estimula.
julho 30, 2011
Pablo Blanco Sarto e o pensamento de Bento XVI
Num país como o nosso, no qual a intelligentsia está, em sua quase absoluta maioria, apartada de qualquer preocupação metafísica, mas se tornou devota das suas próprias religiões marxistas ou niilistas, do relativismo e da crença, tão estreita quanto refutável, de que exclusivamente a ciência pode apresentar respostas aos anseios humanos; neste país, no qual grande parte da produção teológica católica se dedica a meras invencionices sociológicas e se deixa corromper por um secularismo nefasto, diluindo suas reflexões em nome do populismo, da subserviência a políticas de esquerda ou, pior, do desejo consciente de corromper os ensinamentos da Tradição e do Magistério; neste país, em que até mesmo o fato de alguém se autodefinir como católico tornou-se, nos supostos meios intelectuais, motivo de surpresa, mofa ou indignação; num país com tais características, a oportunidade de passar quatro noites estudando a vida e a obra do teólogo Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, surge – perdoem-me o chavão – como um oásis. E foi exatamente desse oásis que pude desfrutar, esta semana, graças à iniciativa do Instituto Internacional de Ciências Sociais, que trouxe ao Brasil o filólogo, teólogo e filósofo padre Pablo Blanco Sarto, professor adjunto do Departamento de Teologia Sistemática da Universidade de Navarra, criador do Foro de Estudos Joseph Ratzinger e autor de vários livros sobre Bento XVI, entre eles, os dois mais recentes: Benedicto XVI – el Papa alemán e La teologia de Joseph Ratzinger: una introducción.
junho 18, 2011
Conversão
“A conversão é como sair, através de uma chaminé, de um mundo de espelhos onde tudo é uma caricatura absurda, para entrar no verdadeiro mundo criado por Deus; é quando, então, começa o delicioso processo de explorá-lo sem limites” – Evelyn Waugh
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