Um documentário que reúne, entre outros, depoimentos do historiador Marco Antonio Villa, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do geógrafo e sociólogo Demétrio Magnoli, certamente merece ser assistido. Reparação, dirigido por Daniel Moreno, parte do drama de Orlando Lovecchio – que perdeu uma das pernas no atentado ao Consulado dos EUA em São Paulo, cometido pela esquerda no ano de 1968, e que luta até hoje por uma indenização justa – para discutir a realidade da ditadura militar no Brasil. “A esquerda era golpista, assim como a direita”, afirma, com lucidez, Marco Antonio Villa.
Assistam ao trailer:
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dezembro 09, 2009
setembro 03, 2009
Estado sem limites (do jeito que a esquerda gosta)
Brilhante, para dizer o mínimo, o artigo de Demétrio Magnoli hoje no Estadão:
Nunca, desde o encerramento da ditadura militar, o Estado brasileiro violou tão profundamente a ordem democrática quanto na hora em que Mattoso selecionou, entre os milhões de correntistas da CEF, o nome de Francenildo, uma testemunha da CPI que investigava o poderoso ministro. No mesmo dia em que o presidente da CEF acessava o extrato "suspeito", mas não o transmitia ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), guardando-o para Palocci, Tião Viana prometia aos jornalistas "uma grande surpresa". O poder que faz isso não conhece limites. Seu horizonte utópico é o Estado policial: a administração pública convertida em aparelho de intimidação permanente dos cidadãos, por meio da invasão da privacidade e da chantagem pessoal.
[...]
Quando proferiram seus votos, os cinco juízes enxergaram um semelhante não em Francenildo, mas em Palocci. Eles votaram na sua casta, deixando as impressões digitais do persistente patrimonialismo brasileiro nos registros da Corte constitucional.
Maus tempos os nossos, caros leitores. Tempos perigosos para os cidadãos comuns.
Nunca, desde o encerramento da ditadura militar, o Estado brasileiro violou tão profundamente a ordem democrática quanto na hora em que Mattoso selecionou, entre os milhões de correntistas da CEF, o nome de Francenildo, uma testemunha da CPI que investigava o poderoso ministro. No mesmo dia em que o presidente da CEF acessava o extrato "suspeito", mas não o transmitia ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), guardando-o para Palocci, Tião Viana prometia aos jornalistas "uma grande surpresa". O poder que faz isso não conhece limites. Seu horizonte utópico é o Estado policial: a administração pública convertida em aparelho de intimidação permanente dos cidadãos, por meio da invasão da privacidade e da chantagem pessoal.
[...]
Quando proferiram seus votos, os cinco juízes enxergaram um semelhante não em Francenildo, mas em Palocci. Eles votaram na sua casta, deixando as impressões digitais do persistente patrimonialismo brasileiro nos registros da Corte constitucional.
Maus tempos os nossos, caros leitores. Tempos perigosos para os cidadãos comuns.
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