Mostrando postagens com marcador Denise Bottmann. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Denise Bottmann. Mostrar todas as postagens

setembro 30, 2010

"Leio de tudo e, seguindo o conselho básico de Nabokov, também releio"

Colhi no sempre ótimo Não gosto de plágio esta entrevista com Jorio Dauster, um dos nossos principais tradutores. Um trechinho:

Eu tenho amor às letras. Ao contrário de Castro Alves, que num poema afirmou “eu sinto em mim o borbulhar do gênio”, nunca me subiu das entranhas a ânsia de dizer algo novo ou de forma diferente, a meu juízo a única boa razão para alguém desejar ser escritor. Sendo assim, adotei com muito orgulho o prazer vicário de trazer para o vernáculo aquilo que alguém produzira de modo notável em outro idioma – gente como Vladimir Nabokov, J.D. Salinger, Thomas Pynchon, Philip Roth e Ian McEwan, que devem figurar em qualquer seleção dos maiores das últimas décadas.

abril 05, 2010

O ingrato trabalho do tradutor na lusofonia

Desidério Murcho, que não passa uma semana sem publicar comentários instigantes no blog Crítica, escreve hoje um ótimo texto em defesa de Denise Bottmann e sua corajosa campanha contra o plágio de traduções no Brasil. Levando o problema para o âmbito dos países de língua portuguesa, sem excluir Portugal, Murcho acerta na mosca: “na lusofonia, o tradutor não é considerado um autor, o que é inaceitável. Os nomes dos tradutores de países culturalmente mais sofisticados vêm na capa dos livros, e os tradutores têm direitos intelectuais sobre a sua tradução: são co-autores, juntamente com o autor original. É um trabalho intelectual criativo, único, irrepetível. E que dá muito, muito trabalho, para ser bem feito. É inaceitável usar o trabalho de um tradutor, eliminando-lhe o direito de autoria”.

Aos interessados em acompanhar o debate, sugiro que leiam o blog de Denise, Não gosto de plágio, e, caso se sensibilizem com sua causa, assinem o Manifesto de Apoio que conta com quase três mil assinaturas. Como já afirmei aqui em outras oportunidades, Denise Bottmann presta inestimável serviço à cultura brasileira, ao mercado editorial e a todos nós, que amamos os livros.

fevereiro 28, 2010

Manifesto de apoio a Denise Bottmann

Denise Bottmann (de quem falei no post anterior) vem denunciando, sistematicamente, plágios de tradução em seu blog “Não gosto de plágio”. No mercado editorial brasileiro, infelizmente, os casos são inúmeros. Em sua última denúncia, a tradutora apontou o uso indevido de uma tradução do romance Morro dos ventos uivantes – feita por Vera Pedroso para a Editora Bruguera, em 1971 – pela Editora Landmark (em 2007).

Em resposta à denúncia, a Landmark agora move um processo contra Denise, exigindo vultosa indenização por pretensos danos morais e materiais e, pior, que a Justiça silencie o blog, antes mesmo que se realize o exame do mérito da ação impetrada.

Defendendo a liberdade de expressão e o seriíssimo trabalho de Denise, quatro dos mais importantes tradutores brasileiros – Heloisa Jahn, Jório Dauster, Ivo Barroso e Ivone C. Benedetti – acabam de lançar na web um manifesto de apoio à tradutora. Manifesto, aliás, que já assinei – e que convido todos a assinarem.

fevereiro 27, 2010

Só ignorantes ou desonestos gostam de plágio

Com seu blog “Não gosto de plágio”, a tradutora Denise Bottmann presta inestimável serviço à cultura brasileira, ao mercado editorial e a todos nós, que amamos os livros. Com raro ânimo, ela acompanha o mercado livreiro e o silencioso – e infelizmente pouco reconhecido – trabalho dos tradutores nacionais, além de abrir espaço aos artigos de dois dos nossos maiores tradutores: Jório Dauster, autor de traduções exemplares de Nabokov, e Ivo Barroso, tradutor das obras completas de Rimbaud, apenas para citar um de seus magníficos trabalhos.

A Denise Bottmann, todo o nosso irrestrito apoio.