a História não é necessariamente um
caminho ascendente (em direção ao mais rico, ao mais culto), [...] as
exigências da arte podem estar em contradição com as exigências do dia (dessa
ou daquela modernidade) e [...] o novo (o único, o inimitável, o que nunca foi
dito) pode ser encontrado numa direção diferente daquela traçada por aquilo que
todo mundo sente como progresso. Com efeito, Bach pôde ler na arte dos seus
contemporâneos e dos mais jovens do que ele um futuro que deveria parecer, a
seus olhos, uma queda.
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setembro 04, 2012
Coelho Neto: perseguido, mas brilhante
Em meu ensaio deste mês no jornal Rascunho,
analiso o romance Turbilhão, de
Coelho Neto, obra-prima desse autor injustamente perseguido e massacrado por
grande parte da crítica literária nacional. A respeito do estilo de Coelho Neto,
podemos, sem exagero, lembrar o que Milan Kundera fala, no ensaio “Improviso em
homenagem a Stravinski” (em Os
testamentos traídos), referindo-se à escolha de Johann Sebastian Bach pela
polifonia pura, o que Kundera chama de “recusa tácita do futuro”:
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