maio 19, 2008

"Falácias sobre a luta armada na ditadura"


Destemido e verdadeiro - todos os adjetivos tornam-se pequenos diante do artigo publicado hoje, na Folha de S. Paulo, pelo historiador Marco Antonio Villa. Vejam, por exemplo, este corajoso trecho:

"Todos os grupos de luta armada defendiam a ditadura do proletariado. As eventuais menções à democracia estavam ligadas à 'fase burguesa da revolução'. Uma espécie de caminho penoso, uma concessão momentânea rumo à ditadura de partido único.

Conceder-lhes o estatuto histórico de principais responsáveis pela derrocada do regime militar é um absurdo. A luta pela democracia foi travada nos bairros pelos movimentos populares, na defesa da anistia, no movimento estudantil e nos sindicatos. Teve na Igreja Católica um importante aliado, assim como entre os intelectuais, que protestaram contra a censura. E o MDB, nada fez? E seus militantes e parlamentares que foram perseguidos? E os cassados?"


Nada melhor do que pôr os pingos nos is.

5 comentários:

compulsão diária disse...

Rodrigoooooo, cadê você????

Ruy Vasconcelos disse...

olá rodrigo,

gostei muito de seu artigo sobre auerbach!

abs.

ruy

Rodrigo Gurgel disse...

Olá, Ruy!
Muito obrigado pela visita ao blog e pelo elogio!
Um forte abraço!

Ruy Vasconcelos disse...

rodrigo,

fiz questão de dizer "artigo" por "resenha" para distinguir seu esforço (o de pôr um [belo] argumento para ser partilhado e avalizado por outros leitores) da prática da maioria dos nossos pares q. escrevem uma espécie de resenhice sem sabor, repleta de lugares comuns e nehuma sutileza. de resto, auerbach é, de fato, um autor q. merece ser conversado. aqueles primorosos dois primeiros capítulos do 'mimesis', lido tantos anos atraś, ainda dão voltas na minha cabeça.

eu q. lhe agradeço, em sinceridade, pelas escolhas de seu blog (flaubert, henry james, basho, auerbach e um vasto repertório de autores de língua castelhana de primeiríssima linhagem). pode-se sentir q. há algo de verdade por aqui!

abs.

Rodrigo Gurgel disse...

Forte abraço, Ruy!