Acaba de ser
reeditada a Obra Completa do
maranhense João Francisco Lisboa, um dos mais geniais prosadores da língua portuguesa,
sobre quem escrevi o ensaio “O ironista macambúzio”, presente em meu livro Muita Retórica – Pouca Literatura (de Alencar a Graça Aranha).
A edição é da
Academia Maranhense de Letras, sob os cuidados de Jomar Moraes, a quem agradeço
pelo envio dos 4 volumes e da simpática carta.
Graças ao gesto
de boa vontade do acadêmico Jomar Moraes, poderei, finalmente, ler a íntegra de
três textos há anos inacessíveis: os folhetins “A Festa de Nossa Senhora dos Remédios”,
“A Festa dos Mortos ou a Procissão dos Ossos” e “Teatro São Luís”.
Como afirmou Álvaro Lins –
juízo com o qual concordo ipsis litteris
–, “que se compare a prosa do autor do Jornal
de Timon, pelo senso estilístico e pela estrutura literária, com a de seus
contemporâneos […], sem excluir José de Alencar, de expressão formal tantas
vezes insuportável na frouxidão ou vacuidade do seu verbalismo […] — e
ver-se-á, então, que João Francisco Lisboa não parece só um escritor de outra
época, mas até de outro país e de outra literatura. Como prosador, aproxima-se
dele, naquele tempo, tão só Manuel Antônio de Almeida” (em A glória de César e o punhal de Brutus).
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novembro 21, 2013
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