Vários elementos
me impressionam no vídeo abaixo, publicado por um amigo do Facebook: graças à
intimidade que J. R. R. Tolkien alcançou com o cachimbo, acendê-lo é um
conjunto de gestos descontraídos. São poucos segundos, mas o deleite — incontestável,
estampado num crescendo de alegria — atinge seu máximo no olhar que brilha diante
da delicada fumaça, na mão que se agita no ar com delicadeza, no sorriso final.
Contudo, quem
conhece a vida e a obra de Tolkien sabe que há muito mais nesse início de
fumada: vejo um homem que valoriza as pequenas coisas do cotidiano; um homem que
descobriu a mais básica das lições: não fugir de nossos medos só aumenta a
nossa própria força; um homem para quem viver pela fé inclui a chamada a algo maior
do que apenas lutar, de forma covarde, pela autopreservação.
Enquanto a fumaça teima em
não se dissipar, como se partilhasse do sorriso de Tolkien, vejo a satisfação
de um homem consciente de que nossa única tarefa é decidir, com sabedoria, o
que fazer com o tempo que nos é dado — e o principal: que até mesmo uma pequena
pessoa, aparentemente inútil, pode mudar o curso do futuro. Principalmente, é
claro, se ela conceder a si mesma o prazer de fumar um cachimbo.
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dezembro 27, 2013
março 23, 2012
Diálogo com Joseph Pearce
Um dos grandes críticos literários da atualidade, infelizmente
desconhecido no Brasil, nesta longa entrevista Joseph Pearce fala sobre
Shakespeare, Chesterton, C. S. Lewis, John Henry Cardeal Newman, J. R. R.
Tolkien e vários outros assuntos. A entrevista, em espanhol, pode ser lida, na
íntegra, aqui. Imperdível.
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