Minha leitura segue, de maneira proposital, parâmetros em grande parte desprezados na atualidade, quando a crítica literária não só difunde, mas também sofre dos três males apontados por Tzvetan Todorov: formalismo, niilismo e solipsismo. Trata-se, portanto, de uma leitura à contracorrente.
Dispus
os ensaios cronologicamente, como convém a um trabalho que, embora crítico e
analítico, também se apresenta sob a perspectiva da história. E cada autor
eleito comparece com uma obra, escolhida por seu caráter paradigmático, sua
capacidade de representar o conjunto da produção do escritor.
Entre os
autores analisados encontram-se os nomes clássicos de José de Alencar, Manuel
Antônio de Almeida, Raul Pompeia, Machado de Assis, Graça Aranha etc. Mas não
me ative, apenas, aos ficcionistas; e também reli grandes prosadores esquecidos
– como João Francisco Lisboa, Joaquim Felício dos Santos, Eduardo Prado – ou
ainda hoje lembrados (por exemplo, Nabuco e Taunay).
Como
afirma José Carlos Zamboni no prefácio Um
crítico contra a corrente, “Rodrigo Gurgel não teme o julgamento, que deve
completar obrigatoriamente a análise. Não salva nem condena em bloco,
preferindo exercitar a difícil arte de fazer justiça; e, por isso, todos esses
autores [...], mesmo os que mais sofrem com suas bordoadas, acabam resguardados
num aspecto ou noutro”.
A partir de hoje, Muita retórica – Pouca literatura pode ser adquirido no site da Vide Editorial (que publicou o livro) ou na Livraria Cultura.
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